domingo, 24 de agosto de 2014

Carta ao Pedro



Hoje é uma data importante no calendário. Não só pela morte de Getúlio ou por marcar a decolagem de Amelia Earhart para o primeiro voo solo, costa a costa nonstop, de uma mulher. Embora tenha mais a ver com o segundo fato.
24 de agosto é o aniversário do Comandante. Calma, não é quem você esta pensando. É o Comandante Pedro, meu irmão. Piloto dos bons, o mano anda meio desiludido com o país, tanto que anda voando lá pelas bandas do Panamá. Ao contrário de Marina Silva, anda pensando em desistir do Brasil.
Este bilhete é para tentar insuflar-lhe um pouco de ânimo e de esperança. 
Ize, seu apelido de família, uma contração do nome Pedro Luiz, que virou Ize. Não me perguntem como ou porque, pois não tenho a menor ideia. Pois, Ize, não desista ainda. Eu sei que é duro, este país corroeu nossos sonhos até os ossos. Mas, ainda há tempo de mudar. Só que este mudança só vai acontecer se vier de baixo para cima. Com muita luta e muita pressão. Não podemos perder nenhum soldado.
Não por nós, nossos sonhos dificilmente serão recuperados, embora possamos criar novos, mas, por Sophia e Bibi, por exemplo. Elas ainda tem o tempo e o direito de ter sonhos. Nós a obrigação de criar condições para que possam realizá-los.
Não te entrega Comandante! Este voo ainda não acabou.

Beijos, com amor

Chico

4 comentários:

  1. Pois eu estou com meu sobrinho comandante e não abro! Este país vai conseguir uma façanha: atingir a barbárie sem ter conhecido apogeu; isto só acontece em países onde valores éticos e morais são relegados a 2º plano, ou plano algum. Pois, por aqui, ter princípios e valores ético-morais é motivo de chacota, ao passo que "malandragem", lascívia, desonestidade, grosseria, estupidez e ignorância são bandeiras hasteadas por governantes e governados (de qualquer partido). Quem quer que tente consertar esta país, será morto pelos donatários de privilégios conquistados com tais bandairas, ou terá pela frente um empreitada de, pelo menos, tres gerações, tamanho é o estrago dos últimos 30 anos. Definitivamente, somos um país decadente, ladeira abaixo, sem freio e sem motorista....

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    1. Pois errei o título do texto, deveria ser Carta aos Pedros!
      Entendo e respeito as posições de ambos. Repito o que disse ao Pedro Luiz: se todos somos assim, não há por que estar insatisfeito. estamos dentro do padrão. Se não, é hora dos bons aparecerem. É quando o jogo está difícil ue os melhores tem que se apresentar. O comportamento CB Durão, de se não está como eu gostaria não brinco mais e levo a bola para casa, também nos trouxe até aqui. O que escrevi no post anterior: a turma ou desistiu e foi para casa ou aderiu. Não deixou nem construiu uma alternativa.
      O navio ainda não está afundando, prova disso é que os ratos não o abandonaram, pelo contrário. E o motorista do caminhão, apesar de não parecer, é a sociedade, não o governo de plantão. Pular antes de tentar alguma coisa só garante o desastre certo. É claro que não é mágica, ninguém vai dizer abracadabra e tudo se resolverá. É um processo de gerações sim, mas alguém tem que começar! Dizer às novas gerações que já estão aí, e para as que virão, que se mudem, apelem ao suicídio ou não nasçam, não me parece uma solução. Depois, me ensinaram a não comprar brigas, mas também a não fugir delas, nem ter medo de cara feia. Abraços

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  2. Muito bem, Chico, só que esse parto não acontecerá sem dor; de um lado está o time dos privilegiados, amplamente apoiado pelos adeptos da lei de Gerson; do outro lado está o dos inconformados, que não consegue influenciar mais que a própria família, muitas vezes nem isso!. Como dizia Honório Lemes, do couro arruinado não sai laço que preste, ou, só boas intenções não basta; mudança, no nosso caso, só a ferro e fogo, porque diplomacia é para os civilizados, o que não é o nosso caso!

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    1. Com certeza! Como dizem os americanos: No pain, no gain!
      Ou em prosa própria: Só o desconforto gera mudanças!
      Acredito que ainda é possível mudar com apenas algumas escoriações e pequenas fraturas. Mas, se precisar ser a ferro e fogo, que seja. Como também disse Dom Honório: Liberdade não se implora de joelhos! E, está lá na lápide do homem: "Quero leis que governem homens e não homens que governem leis". Continuamos querendo!

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