sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Manifesto pela natureza...

Hoje é sexta-feira, e o final de semana está tocando a campainha, chamando para a folga. Então, resolvi dar um refresco ao caro leitor, querida leitora. Quem sabe sair um pouco dos temas habituais, desta tentativa de elucidar os mistérios do sistema político brasileiro, e falar de amenidades.

Pois, estes dias, navegando pela internet, para acompanhar as notícias da hora, me deparo com a crucial e indispensável informação de que as candidatas ao Miss Bumbum 2014 desfilaram pela Avenida Paulista, em biquínis. Acompanhada por um álbum de fotos, evidentemente. Até aí, tudo bem. Esse tipo de "evento"  e ação midiática já faz parte do cotidiano nacional.

O que me chamou a atenção foi que a fixação nacional por este atributo da anatomia humana parece ter atingido o mais alto (ou mais baixo) nível. Mesmo uma visualização rápida das fotos das alegres moçoilas, algumas nem tão moçoilas assim, mostra que volume e tamanho prevalecem sobre a forma.
Naturalmente ou com algum auxílio artificial, os derrières se transformaram em entes autônomos, cientificamente falando, uma relação harmônica interespecífica, ainda não definida se mutualismo protocooperação ou inquilinismo. (Procura no dicionário, filho. Faz um pouco de exercício!).

Onde terão ido parar as bundas "normais"? Por favor, sem preconceitos: normal aqui não leva nenhum juízo de valor: bonitas ou feias, caídas ou arrebitadas, firmes ou gelatinosas, não importa. Normal é aquela que se olha e se verifica que pertence ao corpo que habita. Faz parte do conjunto. Bunda e corpo se conhecem e estão juntos desde o útero.

Por isso o manifesto pela natureza. Tragam de volta as bundas naturais!

Pensando bem, não fugi tanto assim do tema tradicional do blog. Essa fixação, obsessão, do brasileiro por traseiros, talvez explique por que temos tantos bundas na política e outras áreas. Bundas nos governam, bundas nos representam, bundas nos informam, bundas nos divertem cantando, atuando, e até contando piadas.

Bunda, bunda, vasta bunda, se eu me chamasse Raimunda..... (perdão Dom Carlos).

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