Os impactos e reflexos das redes sociais no dia a dia das pessoas comuns ainda é um área de estudos incipiente. Há pesquisas em todos os campos e para todos os gostos. A mais recente, uma parceria da Pontifícia Universidade Católica do Chile e da Universidade de Boston, aponta indícios de que casais que usam o Facebook com frequência tem maior probabilidade de divórcio.
Não é difícil imaginar os aborrecimentos causados por quem interage mais com os "amigos" do "feici" do que com o parceiro ao lado. Ou as crises, nos casos mais patológicos, causadas pelo uso descuidado da mãozinha azul. "Por que você curtiu o post daquele babaca e ignorou o meu? Por que você comentou na foto daquela baranga e nem notou o meu novo corte de cabelo?" e coisas do gênero.
Não que eu não respeite a ciência, mas acredito que fatores externos geralmente são gatilhos numa relação que já tem problemas ou já nasceu errada. Costumamos agir em relação à ciência do mesmo modo que criticamos nos muito religiosos. Com uma fé cega na infalibilidade. A crença de que, assim como os padres, pastores e afins, cientistas não erram, não interpretam mal, não manipulam, não distorcem.
Assim como na medicina, e em tudo nessa vida, ouvir uma segunda opinião é sempre recomendável e saudável. Em todo caso, em todas as ocasiões, pense bem antes de usar a mãozinha azul com o polegar para cima.
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