A capa da The New Yorker desta semana, de John W. Tomac, expressa o sentimento que ronda e assombra muitas mentes e corações neste começo de 2017. Terá a chama da Liberdade se extinguido? Apagará em breve, já apagou? As notícias vindas do grande irmão do norte, das terras do outro lado do lago Atlântico e mesmo do nosso Brasil varonil tem o odor do fumo da incineração de direitos e liberdades.
Profética ou exagerada? Pessimista ou realista? Como disse na frase de abertura, Tomac apenas retrata um sentimento, ou pensamento, que assaltou a muitos diante dos acontecimentos recentes.
É fato que a história tem ciclos, já vivenciamos ou aprendemos na escola, nos livros, momentos em que a democracia e a liberdade foram cerceadas, reduzidas ou suprimidas. A intolerância, o autoritarismo, o populismo, o preconceito, o ódio, a ignorância e o medo também habitam a alma humana. Controlados pela pressão social, pela moral ou domesticados pelo conhecimento, mas sempre prontos a saltar à tona quando as condições ideais de temperatura e pressão se apresentam.
Já vimos, e ainda vemos, muita destruição, mortes e violência perpetradas em nome de "boas intenções" e apoiadas, por ação ou omissão, pela maioria (silenciosa ou não).
O que nos dá esperança é que sempre houve resistência. Sempre existiram aqueles que se negaram a resignar-se, que ainda eram capazes de se indignar e agir, para manter a chama acesa.
Quando a chama da Liberdade está vacilante, é hora de acender o fogo da indignação. Ou acender uma vela, como diz o Rappa: A chama da vela que reza/Direto com o santo fala.....

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